sexta-feira, 12 de julho de 2013

Como vai, Campo Grande?


Olá, meu Sonho Contido, eu vou com os mesmos passos, seus conhecidos. Vou nas estrelas, em Gerais coloridas, na qual uma delas brilha preta e branca em distante silêncio. E em Campo Grande, como vai?

Essas ruas tão menores, essas expectativas extensas, esses versos seus, tão meus que esperam, ainda esperam? Como vai?

Voei até aí, o acaso te deu pra mim. Eu tive medo, quis pousar, nunca te disse, mas agora o que apavora é esse silêncio que você me propôs calado. Sua ausência faz em mim essa prosa.

É, te dei escama, meu querido, mas peixe poeta não mora em aquário.

Atualmente leio pouco e sonho com você. Se um dia me senti amada, foi em sua carta, na sua letra pequena e urgente. Personagem real, artista imaginado, o Campo em que vive tem distância Grande demais que dói. Minha vida idealizada, Minas de ouro Geralmente almejadas me remetem a você.

Contudo, eu errei.

Adiei sentimentos, evitei feridas e te coloquei ainda mais longe de mim, ferindo-me. Tive medo de não viver e não vivi, ainda assim, sinto por vezes inúmeras, por Capitanias Vermelhas e Areias Amargas. O que é mais lindo me lembra você.

E a sua insegurança, como vai? Como vai sua comunicação social, seu sonho ainda tem espaço para Belos Horizontes? Seu violão em Fogo Inicial toca quantas Capitais?

Quero que saiba que depois de um ano daqueles corredores da feira distante que me pôs a te acenar de maneira tímida, eu continuo a sonhar, agora abertamente.


Alô, Mato Grosso do Sul, aqui, em Minas Gerais, tem a moça que temia o amor. E agora, não teme mais.


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