Olá, meu Sonho Contido, eu vou com os mesmos passos, seus
conhecidos. Vou nas estrelas, em Gerais coloridas, na qual uma delas brilha
preta e branca em distante silêncio. E em Campo Grande, como vai?
Essas ruas tão menores, essas expectativas extensas, esses
versos seus, tão meus que esperam, ainda esperam? Como vai?
Voei até aí, o acaso te deu pra mim. Eu tive medo, quis
pousar, nunca te disse, mas agora o que apavora é esse silêncio que você me propôs
calado. Sua ausência faz em mim essa prosa.
É, te dei escama, meu querido, mas peixe poeta não mora em
aquário.
Atualmente leio pouco e sonho com você. Se um dia me senti amada, foi em sua carta, na sua letra pequena e urgente. Personagem real, artista imaginado, o Campo em que
vive tem distância Grande demais que dói. Minha vida idealizada, Minas de ouro
Geralmente almejadas me remetem a você.
Contudo, eu errei.
Adiei sentimentos, evitei feridas e te coloquei ainda mais
longe de mim, ferindo-me. Tive medo de não viver e não vivi, ainda assim, sinto
por vezes inúmeras, por Capitanias Vermelhas e Areias Amargas. O que é mais
lindo me lembra você.
E a sua insegurança, como vai? Como vai sua comunicação social,
seu sonho ainda tem espaço para Belos Horizontes? Seu violão em Fogo Inicial toca
quantas Capitais?
Quero que saiba que depois de um ano daqueles corredores da
feira distante que me pôs a te acenar de maneira tímida, eu continuo a sonhar,
agora abertamente.
Alô, Mato Grosso do Sul, aqui, em Minas Gerais, tem a moça
que temia o amor. E agora, não teme mais.
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