quinta-feira, 30 de junho de 2022

Apenas dezesseis.

30/06/22

Às vezes me surpreendo com o poder que sua ausência tem de tomar meu corpo para si. É como se alguns pedaços físicos (porque sinto, sim, na pele) fossem arrancados e eu tivesse que me estancar e torcer pra que eu não sangrasse até a morte.
Seu poder sobre mim tem um tom de dor e de cura. É nesse paradoxo que eu caminho, em círculos.
Desistir de você é como me render ao abandono que insiste.
Estou de novo só.
Vivendo a morte do até você voltar.

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01/06

Preciso que você volte. Preciso perder a dor que é não ter a dor de te ter.
Eu estou no limite. Só pra expandi-lo novamente amanhã.
Eu vou conseguir porque é o que me resta.