E então o torpor que só não me é famoso por motivos dois: conhecia-o apenas em teoria e mesmo nela não acreditava que poderia ser assim.
Essa impressão neutra. Mormaço com sensação térmica de menos cinco graus não para trazer-me frio aos ossos, mas para congelar minhas expectativas, conservando meus sentimentos.
O estado de sensibilidade reduzida nada mais é que um marasmo tranquilo. Não tem a ver com perda de sentimentos, para o meu espanto.
Fato que sinto a sua falta e a falta essa que sinto, a meu antigo ver, deveria ser a morte da esperança. Mas de uma maneira que não consigo explicar, não é.
Você apenas queria paz. Desviou para onde nem sei, e numa tentativa tola, tentei ir atras em prosa. Por fim, perdi-me em monólogos emocionados não tão vazios de você num paradoxo de sentimentos. Mas que fim é esse?
Se minha tempestade não foi capaz de lavar sua recusa molhando o não pulsante e vigorando o sim inédito, jogo-me no tédio a ofertar-te distancia segura. Mergulho em sua escassez que ainda há de vigorar, porque apesar de, eu ainda sinto você.
E desses silêncios que vivem à sua espera, ocupo-me da mudez rara do seu sorriso ausente, que é o que mais me faz falta.