domingo, 12 de dezembro de 2010

Proteja seus sonhos.

Dizem que tudo tem o seu tempo. Dizem que nenhum sofrimento é eterno e que nada é por acaso.
Quanta fé eu desperdicei...
Olhando agora os cacos da minha esperança no chão, eu sinto que o meu tempo não existe. Existe o agora vazio e o antes que eu perdi em meio aos devaneios da minha solidão. O depois pode ser que seja a eternidade do sofrer. Porque a relatividade está aí para provar que os segundos variam e que os ruins podem ser longos. Eu acredito na eternidade.
Quanto ao acaso, caso queira saber, suspeito que ele esteja vagando por algum beco à procura de outros sonhos para assassinar.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Ansiedade.

Eu tenho um plano. E ele me revira o estômago. Minha respiração fica descompaçada, e eu rio e choro sozinha.
Eu não sei o que esperar, o que pensar, o que querer. Na verdade, só sei o que sentir. E sinto de uma forma que me assusta e aumenta toda a minha tensão. Eu queria que fosse fácil.
A data inútil se aproxima. O que há para se comemorar mesmo?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Uma semana

Talvez eu tenha contado todas essas horas de um modo errado. Ponho-me na ponta do ponteiro, estudando-o. E me perco. Mais uma vez. Não me canso e não sei o porquê. Vou até o fim, mas o fim foge de mim. No entando, eu não desisto e o tempo não me ajuda. Forço o ponteiro pra que ele gire, mas eu nem sei pra quê. Até onde ele pode me levar? Ao fim dessa semana? Apenas outra semana, quantas mais são necessárias? Até onde elas vão? Por que dessa vez elas não tem sido suficientes? Talvez não tenha nada pra contar. Talvez meu relógio tenha parado. Talvez meu relógio seja diferente dos outros. Ou talvez, bem lá no fundo, quem está parada sou eu. E tudo é perfeitamente normal e gira, e tudo passa e só eu fico. Uma semana tem sido pouco para esquecer, mesmo assim valiosa demais pra se perder. Mais uma vez.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Frustração

O albúm de retratos está vazio, tracado no armário. Ele conta com o tempo que parece incontável. Não houve o que pudesse ser fotografado.
Existe uma dor que nasceu da espera. Espera pelo gesto, pela palavra, pelo beijo. É dor da distância, da impossibilidade. O medo de esquecer também doi, já que é muito pouco e foi muito rápido para ser lembrado.
É uma dor insana pelo que poderia ter sido, mas que de modo geral não fou nada.




p.s.: Queria agradecer à você, minha amiguinha companheira de lápis, Nara, por ter escrito um poema TÃO LINDO e inspirador. Como não tenho capacidade para poemas, fiz esse monólogo. Chorar no seu ombro, é chorar de modo literário e bonito. Obrigada.

sábado, 27 de novembro de 2010

Tudo é cinza

É um dia chuvoso que apaga todo o brilho do sol. Tudo é cinza, mas eu te vejo bem na minha mente e a única certeza que tenho é que só tenho olhos pra você. Eu escuto o vento soprar. É alto dentro da minha cabeça. Você é uma viagem que não tem meta nem destino, você é o meio-termo onde deixei meu coração. Mas talvez a única coisa eu realmente saiba de você são as palavras emocionadas que escrevo sobre nós. Você está sempre aqui, o que sinto mantém você próximo. E cada passo que eu dou parece estar tomando meus pensamentos de volta para você... E o tempo passa... E se torna tão claro, eu nunca estou sozinha, o que sinto sempre está aqui. Eu escuto o som de uma musica triste. Querendo ou não, eu sei que vou te ver. E então o céu voltará a ficar azul.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Passagem.

Nada passou. Ainda passo querendo muito o que, provavelmente, se afasta de mim mais e mais a cada dia que passa. E eu passo todo o tempo pensando no que se passa na sua cabeça, penso que não passo mais lá. Passa pela minha coisas tristes. Passa saudade. Passa e fica. Passa lembranças. Passa e fica. Queria que passasse essa fase tão difícil. Vai passar? Então quero passar desse mundo feio, que não é meu e passar pro meu antigo, já que esse não merece que eu passe tanto tempo nele.

sábado, 20 de novembro de 2010

Carta ao Nada.

Belo Horizonte, 20 de novembro de 2010.
Caro Nada,
Venho por meio desta carta pedir-te (suplicar-te) ausência. É muito ruim topar com você às vezes. Não é ruim pra você também?
Que situação desagradável. Tenho que dizer que não gosto de você. Sua presença me incomoda, seu tédio me contamina. Já lutei contra você, mas fui um fracasso. Por isso tento agora, passivamente, tirar você da minha vida.
Detesto essa sua indiferença, esse seu jeito cruel de provar minha impotência. Eu te fiz alguma coisa? Pare com isso. Suma, leve seu tédio, seu silêncio, sua maldade.
Minha vida está parada. Estou sentindo você. E quando começo a te sentir, fico com medo. Mas ainda há tempo de você me abandonar. Só posso mudar de estado se você não estiver comigo.
Atenciosamente,
Solidão.


"É preciso que eu suporte duas ou três lagartas pra que eu conheça as borboletas" - O Pequeno Principe

Caminho certo?

Começo a seguir um caminho que me foi imposto. Nunca imaginei que seria tão terrível. Mantenho-me na linha, sempre em frente, porque não posso lutar sozinha. E o silêncio anuncia que permanecerei assim por algum tempo. Quanto dura um tempo? Disseram-me que vai passar. Não me perguntaram se era isso que eu queria. Preciso de uma orientação porque os dias parecem anos quando estou sozinha. E não consigo aceitar. Talvez eu precise mesmo de todas aquelas sensações que vêm com você. Não estou sendo honesta com os meus sentimentos, e isso nunca aconteceu. Meus caminhos sempre foram meio tortos. Como boa sonhadora eu precisava seguir mais esse desvio. A verdade é que sinto nesse quarto vazio com esse silencio solitário, um nó na garganta e uma angustia a me possuir. Sinto que não estou sendo eu mesma. E eu não sabia que o certo era sofrer assim. Não se pode exigir que uma garota como eu deixe de acreditar, a não ser que eu mude. Estou mudando porque na sua ausência perco um pedaço de mim todos os dias.


"Quando se anda sempre pra frente, não se pode mesmo ir longe." - O Pequeno Príncipe

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Decolagem

Não que eu queira supervalorizar a tristeza, mas ela existe. Não que eu queira sentir dor, mas quando ela começa, insiste em não me abandonar. Não que eu queira voar, mas sempre que sonho, meus pés se desprendem do chão e parece que nunca o tocará novamente. E essa decolagem me dói, a tristeza voa na mesma altura. Porque eu não preciso da queda para me sentir mal, eu só preciso de uma ilusão. E partindo da teoria de que a ilusão faz mal, tento aterrissar. Mesmo porque isso não faz a menor diferença pra você. Planejo, sonho, espero, te espero, me decepciono, mas não caio. É difícil até pra você me fazer descer. Continuo tentando, quem sabe um dia? Não tento mais você, me tento. Tento não passar dos limites da ilusão. Desculpe mas não posso confiar. Desculpe, mas não sei me apaixonar sem voar. Você pode me ajudar? Sabe... Não necessariamente eu preciso parar de sonhar. Só preciso que me mostre o lado bom de acreditar.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tempestade

Algo macio em baixo de mim tenta me confortar enquanto luto contra a escuridão cheia de sombras que me atormentam e me impedem de respirar normalmente. O barulho do vento anunciando tempestade, janelas batendo, meu coração a disparar. Estou só, estou só. Corro para a possível luz, mas ela é falsa e se esvai. A verdadeira eu não alcanço. Ah, mas eu daria tudo! A corrente fria de ar envolve minha pele que responde em arrepio absoluto e eu entendo que perdi. Tudo é macabro por aqui... Ouço os pingos de chuva grossos baterem com força no vidro da janela e estremeço. Caminho até a maior sompra qu consigo identificar e mergulho. Deixo-me ser absolutamente assombrada. O vento agora sopra de uma forma melancólica no compasso das minhas palavras por um fio de voz: "...eu perdi."

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Impulsiva.

Quero falar de chocolate. É. Chocolate crocante, o meu favorito. Minha relação com esse doce funciona da seguinte maneira: Quando ele vem em barra é impossível não comê-lo totalmente e absolutamente. Vou ser mais clara: quando tenho apenas um bombom de chocolate crocante eu sou uma pessoa segura, eu sei o que fazer. Eu o como e depois vou viver a minha vida. É claro que muitas vezes eu quero mais, mas fazer o que se não tem? Eu nunca tenho paciência de ir à padaria. Eu detesto ir á padaria. Enfim, o problema é quando ele vem em barra. Porque a barra é um tanto grande e o meu desejo por ela também. Quero dizer, eu olho a barra e sinto um medo. É um medo de não resistir a ela. Não é um medo absurdo, eu não tenho nenhuma espécie de fobia por chocolate, é um medinho desafiador. Eu me desafio. Olho pra barra e penso: vou comer só um quadradinho, ou dois. Quatro no máximo. Só que isso nunca acontece. Eu sempre como a barra toda em menos de meia hora, e me sinto verdadeiramente derrotada. Percebo que não tenho o mínimo de autocontrole. Mesmo porque chocolates em geral não são tão inofensivos quando parecem. E é esse o maior problema. Quando estou em perfeita forma, tudo bem, mas quando sei que estou gordinha, comer a barra toda é muito frustrante. Então hoje eu aprendi que não adianta mais me desafiar, eu sempre vou perder. Sempre vou comer a barra de chocolate crocante toda no momento em que eu ganhá-la. Por tanto (esse por tanto é o mais triste) se eu não puder comer uma barra toda por motivos de peso ou qualquer outra coisa, eu não como nada. Nem uma mordidinha. E isso não é por gostar menos do chocolate, é por gostar mais de mim.

sábado, 21 de agosto de 2010

Acredito

Acredito fielmente na força das palavras, no poder que elas têm e em tudo que elas causam em mim. Sorrio porque acredito que assim é melhor, e, se não, vai melhorar. Não calculo todos os meus passos, mas acredito que os calculados podem ser mais bem aproveitados, melhor encarados e melhor lembrados. Tenho um jeito de acreditar só meu, mas valorizo o seu e respeito quem não acredita. Ás vezes acredito demais e fico triste ao constatar que alguns sonhos não se realizam. Ou, pelo menos, não imediatamente. Não sou uma pessoa paciente e não tenho muitas outras qualidades, mas sei que posso melhorar. Porque eu acredito em evolução, em crescimento pessoal. Não dizem por ai que o homem veio do macaco? Por fim, afirmo que vivo porque acredito, acredito em mim, em você, no mundo, em Deus e em tudo mais que me permite estar aqui, acreditando.