Dizem que tudo tem o seu tempo. Dizem que nenhum sofrimento é eterno e que nada é por acaso.
Quanta fé eu desperdicei...
Olhando agora os cacos da minha esperança no chão, eu sinto que o meu tempo não existe. Existe o agora vazio e o antes que eu perdi em meio aos devaneios da minha solidão. O depois pode ser que seja a eternidade do sofrer. Porque a relatividade está aí para provar que os segundos variam e que os ruins podem ser longos. Eu acredito na eternidade.
Quanto ao acaso, caso queira saber, suspeito que ele esteja vagando por algum beco à procura de outros sonhos para assassinar.
domingo, 12 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Ansiedade.
Eu tenho um plano. E ele me revira o estômago. Minha respiração fica descompaçada, e eu rio e choro sozinha.
Eu não sei o que esperar, o que pensar, o que querer. Na verdade, só sei o que sentir. E sinto de uma forma que me assusta e aumenta toda a minha tensão. Eu queria que fosse fácil.
A data inútil se aproxima. O que há para se comemorar mesmo?
Eu não sei o que esperar, o que pensar, o que querer. Na verdade, só sei o que sentir. E sinto de uma forma que me assusta e aumenta toda a minha tensão. Eu queria que fosse fácil.
A data inútil se aproxima. O que há para se comemorar mesmo?
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Uma semana
Talvez eu tenha contado todas essas horas de um modo errado. Ponho-me na ponta do ponteiro, estudando-o. E me perco. Mais uma vez. Não me canso e não sei o porquê. Vou até o fim, mas o fim foge de mim. No entando, eu não desisto e o tempo não me ajuda. Forço o ponteiro pra que ele gire, mas eu nem sei pra quê. Até onde ele pode me levar? Ao fim dessa semana? Apenas outra semana, quantas mais são necessárias? Até onde elas vão? Por que dessa vez elas não tem sido suficientes? Talvez não tenha nada pra contar. Talvez meu relógio tenha parado. Talvez meu relógio seja diferente dos outros. Ou talvez, bem lá no fundo, quem está parada sou eu. E tudo é perfeitamente normal e gira, e tudo passa e só eu fico. Uma semana tem sido pouco para esquecer, mesmo assim valiosa demais pra se perder. Mais uma vez.
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