Até as coisas boas?
É confortante pensar que tudo vai passar quando se está terrivelmente triste. Pensar que tudo vai passar é um alívio quando a angustia, a agonia e o desespero são seus sentimentos dominantes.
Mas e quando surge o mínimo de chance de dar certo?
E quando a felicidade começa a brotar?
E então... Tudo vai passar?
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Ah, Vanessa, morro de saudades de você todos os dias, sua vaca pessimista. D:
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Garoto personagem
Hoje eu sorri porque pensei nele mais uma vez. E por pensar, suspirei e constatei: sou capaz de sonhar mais uma vez.
Ele não passa de um garoto e isso é hilário. Posso tocá-lo se eu quiser. Seu corte de cabelo me faz pensar que ele é fútil e talvez ele seja. Seria impossível eu me apaixonar por ele?
Já não sei mais.
Eu pensei nele noite passada, antes de dormir, e quer saber? Foi legal.
Estranho o jeito que eu o conheci, foi através de um sonho, um sonho de outra pessoa. Ele estava tão lindo e suas qualidades tão supervalorizadas, que qualquer um que lesse aquilo que eu li, diria que ele era perfeito. Mas eu já desconfiava que era só um garoto.
Um garoto totalmente mascarado e recriado por uma outra garota que não era eu.
Um personagem metade real, metade fruto da paixão de uma criatura iludida. Eu me identifiquei com a autora por trás das palavras, nas entrelinhas.
Quando o garoto personagem sorria, eu a via. Quando o garoto personagem dizia algo, eu a escutava. Quando o garoto personagem era citado, meu coração batia junto com o dela. Quando o garoto real se foi, levando toda a ilusão, levanto o garoto personagem dela embora, eu sabia exatamente o que ela estava sentindo.
E o sonho da garota iludida termina em mim. Eu sou a Sarah do garoto personagem. Não é irônico? Uma Melina que de repente vira Sarah. Um Mark que de repente é só um garoto cheio de imaturidades e outras coisas desprezíveis.
Por isso me dói. É terrível pensar que alguém se sente como me senti certa vez.
O mais interessante de toda essa história é que o garoto personagem se livrou de uma louca sonhadora e caiu nas garras de outra. Pulou de um diário e caiu em outro. Caminhou de um blog desesperado a outro, sem paradas. Sinto muito, mas eu não posso te livrar da sina de ser um personagem.
Novamente ele não é ele. Mas não é mais o garoto fisicamente lindo, divertido, engraçado, romântico, sedutor e irresistível que li certa vez. Agora, além de mulherengo, gatinho e cheio de lábia, é um escape, um segundo posto de melhor opção, uma luz no fim do túnel totalmente inexplorada. São garotos personagens diferentes com o mesmo garoto real por trás. O que continua é a forma literal de ele ser exposto por aí.
Não se sabe se é seu destino ou sua má sorte. Não se sabe se o garoto real que ele é está mais próximo do meu ou do dela. Não se sabe se devo explorar a luz que estranhamente irradia dele. Não se sabe se ele vale a pena. Mas sabe-se que ele está aqui. Devidamente registrado.
Ele não passa de um garoto e isso é hilário. Posso tocá-lo se eu quiser. Seu corte de cabelo me faz pensar que ele é fútil e talvez ele seja. Seria impossível eu me apaixonar por ele?
Já não sei mais.
Eu pensei nele noite passada, antes de dormir, e quer saber? Foi legal.
Estranho o jeito que eu o conheci, foi através de um sonho, um sonho de outra pessoa. Ele estava tão lindo e suas qualidades tão supervalorizadas, que qualquer um que lesse aquilo que eu li, diria que ele era perfeito. Mas eu já desconfiava que era só um garoto.
Um garoto totalmente mascarado e recriado por uma outra garota que não era eu.
Um personagem metade real, metade fruto da paixão de uma criatura iludida. Eu me identifiquei com a autora por trás das palavras, nas entrelinhas.
Quando o garoto personagem sorria, eu a via. Quando o garoto personagem dizia algo, eu a escutava. Quando o garoto personagem era citado, meu coração batia junto com o dela. Quando o garoto real se foi, levando toda a ilusão, levanto o garoto personagem dela embora, eu sabia exatamente o que ela estava sentindo.
E o sonho da garota iludida termina em mim. Eu sou a Sarah do garoto personagem. Não é irônico? Uma Melina que de repente vira Sarah. Um Mark que de repente é só um garoto cheio de imaturidades e outras coisas desprezíveis.
Por isso me dói. É terrível pensar que alguém se sente como me senti certa vez.
O mais interessante de toda essa história é que o garoto personagem se livrou de uma louca sonhadora e caiu nas garras de outra. Pulou de um diário e caiu em outro. Caminhou de um blog desesperado a outro, sem paradas. Sinto muito, mas eu não posso te livrar da sina de ser um personagem.
Novamente ele não é ele. Mas não é mais o garoto fisicamente lindo, divertido, engraçado, romântico, sedutor e irresistível que li certa vez. Agora, além de mulherengo, gatinho e cheio de lábia, é um escape, um segundo posto de melhor opção, uma luz no fim do túnel totalmente inexplorada. São garotos personagens diferentes com o mesmo garoto real por trás. O que continua é a forma literal de ele ser exposto por aí.
Não se sabe se é seu destino ou sua má sorte. Não se sabe se o garoto real que ele é está mais próximo do meu ou do dela. Não se sabe se devo explorar a luz que estranhamente irradia dele. Não se sabe se ele vale a pena. Mas sabe-se que ele está aqui. Devidamente registrado.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Como é?
É olhar pra TV e ter certeza que nada daquilo é real.
É saber que o amor é por conveniência.
É entender que não basta querer.
É achar outras formas de sorrir.
É mudar.
É enfim parar de chorar.
É deixar de se iludir.
É desistir de se perguntar porque.
É aceitar.
É não odiar a vida como uma ingrata.
É concluir que é melhor assim.
Vai passar?
Errado.
Já passou.
E levou uma parte de mim.
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"Eu quis o perigo e até sangrei sozinha, entenda." - Legião Urbana
É saber que o amor é por conveniência.
É entender que não basta querer.
É achar outras formas de sorrir.
É mudar.
É enfim parar de chorar.
É deixar de se iludir.
É desistir de se perguntar porque.
É aceitar.
É não odiar a vida como uma ingrata.
É concluir que é melhor assim.
Vai passar?
Errado.
Já passou.
E levou uma parte de mim.
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"Eu quis o perigo e até sangrei sozinha, entenda." - Legião Urbana
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Um mundo normal e o que esperam de mim.
Pisa na borboleta, degola o passarinho, estripa o coelho. Arranque as flores, todas elas. Não deixe rastro, não tenha dó. Percorra o caminho como um louco demolidor. Ria de toda essa palhaçada que, sejamos sinceros, nunca fez sentido. Pule em tudo que for cor de rosa e grite como um vencedor. Chute a cabeça da boneca, não é cômico? Vamos lá, falta pouco. Pinte aqui de preto, jogue branco ali. Sorria porque agora está normal. Fica mais fácil. Sem sofrimentos, sem exageros. Uma garota normal, que faz o que é certo e o que esperam dela, num mundo normal. Morto, normal.
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