segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Tempestade

Algo macio em baixo de mim tenta me confortar enquanto luto contra a escuridão cheia de sombras que me atormentam e me impedem de respirar normalmente. O barulho do vento anunciando tempestade, janelas batendo, meu coração a disparar. Estou só, estou só. Corro para a possível luz, mas ela é falsa e se esvai. A verdadeira eu não alcanço. Ah, mas eu daria tudo! A corrente fria de ar envolve minha pele que responde em arrepio absoluto e eu entendo que perdi. Tudo é macabro por aqui... Ouço os pingos de chuva grossos baterem com força no vidro da janela e estremeço. Caminho até a maior sompra qu consigo identificar e mergulho. Deixo-me ser absolutamente assombrada. O vento agora sopra de uma forma melancólica no compasso das minhas palavras por um fio de voz: "...eu perdi."

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