terça-feira, 14 de setembro de 2010

Impulsiva.

Quero falar de chocolate. É. Chocolate crocante, o meu favorito. Minha relação com esse doce funciona da seguinte maneira: Quando ele vem em barra é impossível não comê-lo totalmente e absolutamente. Vou ser mais clara: quando tenho apenas um bombom de chocolate crocante eu sou uma pessoa segura, eu sei o que fazer. Eu o como e depois vou viver a minha vida. É claro que muitas vezes eu quero mais, mas fazer o que se não tem? Eu nunca tenho paciência de ir à padaria. Eu detesto ir á padaria. Enfim, o problema é quando ele vem em barra. Porque a barra é um tanto grande e o meu desejo por ela também. Quero dizer, eu olho a barra e sinto um medo. É um medo de não resistir a ela. Não é um medo absurdo, eu não tenho nenhuma espécie de fobia por chocolate, é um medinho desafiador. Eu me desafio. Olho pra barra e penso: vou comer só um quadradinho, ou dois. Quatro no máximo. Só que isso nunca acontece. Eu sempre como a barra toda em menos de meia hora, e me sinto verdadeiramente derrotada. Percebo que não tenho o mínimo de autocontrole. Mesmo porque chocolates em geral não são tão inofensivos quando parecem. E é esse o maior problema. Quando estou em perfeita forma, tudo bem, mas quando sei que estou gordinha, comer a barra toda é muito frustrante. Então hoje eu aprendi que não adianta mais me desafiar, eu sempre vou perder. Sempre vou comer a barra de chocolate crocante toda no momento em que eu ganhá-la. Por tanto (esse por tanto é o mais triste) se eu não puder comer uma barra toda por motivos de peso ou qualquer outra coisa, eu não como nada. Nem uma mordidinha. E isso não é por gostar menos do chocolate, é por gostar mais de mim.

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