Você sabe montes de coisas sobre mim, muito porque sou tagarela. Eu não queria me decepcionar, mas com você é diferente. Eu preciso saber. Como vou saber se estou pisando em ovos, se você não me convida para conhecer a sua cozinha? Me diz alguma coisa, vai. Me fala tudo aquilo que eu ando louca pra ouvir da sua boca. Sussurra, então. Ou me ensina a receptar telepatia, essa língua que só os inteligentes, evoluídos, incógnitos e brancas-núvens conseguem decifrar, porque eu já esgotei minha cota de intuição. Diz que me adora, que gosta de mim, que sente saudades minhas e uma vontade louca de me ver em plena quarta-feira. Sei que não muda nada, mas eu preciso ouvir.
Desisto. Eu acho, às vezes, que seria mais produtivo perseguir pombos em praça pública. Bem, eu só queria dizer que, apesar desse seu jeito todo icebergue de ser, eu te acho um rapaz incrível. Você é o melhor entre os piores. Ou o pior entre os melhores, não sei. Sei que inexplicavelmente estou na sua e você sabe disso." - Gabito Nunes
Achei incrível como um texto que não é de minha autoria descreve exatamente o que quero dizer. Gostaria de ter coragem de estampá-lo onde pudesse ver ou, melhor, direcioná-lo em forma de confissão sem voltas. Esse texto só não é tudo porque quero dizer muito no tempo que não digo nada porque quem diz muito escancaradamente tem paixão pelas palavras e não pela pessoa amada. Aqui, é vero, tenho paixão por elas, as tradutoras de minha alma, mas com ele, bem, semanalmente frente a ele ou diariamente frente ao monitor que nos separa emudeço devido ao que, pela hora, me parece burrice, mas sei que é paixão juvenil. E então me sinto viva.
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