Foi um longo passeio no qual entreguei braços iludidos para a noite escura me levar. Tão tola, mas absolutamente consciente, fiz do meu coração repouso, cama pra ela deitar.
Frio, chuva, solidão. Deixei as sombras comerem minha personalidade de maneira tão intensa que passei a sentir falta de mim.
Contudo, me aguarde, pois hoje a tarde fez sol a pino bem no meio dos trovões da minha alma que se calaram perante a você. Trouxe de início, quase imperceptível, um pedaço de mim. E quer saber? Você cheira a esperança.
Se puder me esperar, lhe darei o melhor de mim. A volta das cores que eu pensava ter perdido, mas que se encontram na mesma gaveta do calor e do amor pela vida.
Preparo-me para caminhar pelas ruas com flores e amigos, vestir o meu melhor sorriso, tirar tudo da gaveta e me apresentar: eu. Eu de novo para o novo que me veio. Onde já estou erguida. Sem puxões, puxada por mim mesma porque sou forte a capaz.
Espera-me? Estou chegando. Depois da escuridão, a vida em cores. Espera-me para a minha temporada das flores.
Muito bom!
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