Caídas agora, as penas causam-me alergia. Foram meses de uma coceira insesante. Concluo que as penas sempre despingolaram, escorrendo pelas costas.
Quisera eu, tola, ajudar. Quisera eu puxá-lo para cima. Hoje, arrasto-me nas trevas.
Piso, amargurada, destroçando as penas com salto agulha. Vesti-me de vermelho porque a tentativa de resgate me pôs assim. E onde encontro-me a veste vermelha cai melhor em mim. Imploro para que caia de mim, arranquem de mim!
Quero despir-me de tudo que me rebaixa. Terei que despir de quem tanto quis salvar?
Mas e a mim? Quem me salva?
Testo as penas de um anjo amigo. Algumas não caem. São verdadeiras? Anjo verdadeiro e minha ânsia de voltar a luz. Egoísmo meu, desta vez, querer que me puxem depois de tanto puxar e cair?
Se possível, Anjo fantástico, fantasia minha, arranque minha veste.
Erga-me das sombras.
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