quinta-feira, 23 de junho de 2011

Existência

Havia a menina e o que se esperar dela. Havia os sentimentos e as lágrimas que vinham com eles. Havia o mundo e há de se viver nele.
Os campos, as flores, haviam por ela. Ela havia porque havia eles, os sentimentos. Os sentimentos são ruins, às vezes ruins, por haver elas, as lágrimas. O mundo da menina não havia, mas ela o via. Só ela.
Ao propósito do haver, nada há para se preocupar. Por próprio, de propósito, era assim e não há como mudar. A menina sabe e sente. E mente para si por não gostar do sentir assim, dói e não há como curar. Há lágrimas por propósito de demonstrar.
Sofre. Havia tudo e tudo possui um propósito para haver. No propósito não havia preocupação com ela, a própria. Sofre. Sem propósito, ou de propósito, não quer, por tanto, haver.

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