E era quente, e meu corpo pedia. O seu respondia e eu me viciava a cada segundo.
Se não fosse pelo verde do seus olhos, talvez eu tivesse alguma chance de escapar.
Vi-me correndo pelos corredores da minha alma, fugindo de você, enquanto do lado de fora, eu enterrava meu rosto em seu ombro. Doce, quente. Então eu, fatigada, encontro a saída instalada no fim de um corredor. Uma saída nova, instalada de modo instantâneo, que me surpreende por ser tão linda, doce, quente: você.
Você e o humor que me provoca. Você e o verde que me suga. Você e seus braços grandes, quentes, ao meu redor. Você e o riso que arranca a força, que vem de minha essência. Você e sua moral e princípios que se assemelham ao meu desejo de gente. Você e seu diálogo com minhas verdades. Você e eu. Eu mesma.
Eu com minhas dúvidas, inseguranças, confusões. Eu com meu perigo de te deixar porque sou correta de coração vadio. Não se arrisque porque eu garanto nada. E nada é muito. No nada eu descubro tudo e cubro-me do vazio que necessito sentir.
Estou com medo, porque na minha perdição eu arrisquei tudo, para ter o nada e, através dele, chegar até você.
(Escrito dia 10/03/11)
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